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O BNDES e a Globalweb

O BNDES esclarece que a GlobalWeb presta, atualmente, serviços de operação da infraestrutura de tecnologia da informação (TI) ao Banco. A empresa foi contratada em 2019, após o devido procedimento de licitação, por meio do pregão eletrônico 013/2019. Esse processo competitivo foi público, possibilitando a participação de 15 empresas, e seguiu todos os requisitos legais.

Na primeira fase do pregão, em que são feitos os lances e ocorre a competição por preço, houve a redução do valor inicial de R$ 25 milhões para aproximadamente R$ 16,8 milhões, que foi indicado pela 1ª colocada. Entretanto, passada para a segunda fase, em que ocorre a análise das documentações, qualificação técnica e demais requisitos do edital, a 1ª colocada foi eliminada, tais como a segunda e terceira colocada.

Assim, a empresa, classificada em 4º lugar, foi contratada, após o exame dos mesmos documentos, qualificação técnica e demais requisitos exigidos dos demais proponentes, com os devidos registros internos. O valor do contrato (OCS 309/2019) para 30 meses é de aproximadamente R$ 16,8 milhões (cerca de R$ 6,8 milhões por ano).

As informações do contrato estão disponíveis na seção de transparência (Contratos) do Portal do BNDES.

Informações completas do processo podem ser obtidas na seção de Licitações e contratos, na página de Pregões Eletrônicos 2019, onde estão apresentadas no pregão de número 13.

Afinal, qual é o serviço que a GlobalWeb presta para o banco? O que ela faz de fato?

Na operação da infraestrutura da tecnologia da informação, a GlobalWeb é responsável por monitorar os processos de produção, a disponibilidade de equipamentos e software, e todas as rotinas de processamento de dados.

 

Por que as três primeiras classificadas foram todas desclassificadas?

A primeira colocada - BY INFORMATION TECHNOLOGY SOLUTIONS - EIRELI. – não apresentou ao Banco qualquer documentação exigida pelo edital.

A segunda colocada - SPASSU TECNOLOGIA E SERVIÇOS S.A – não conseguiu demonstrar a correspondente capacidade de executar os serviços com os valores ofertados na proposta, além de não ter comprovado sua qualificação técnica.

A terceira colocada - M.I. MONTREAL INFORMÁTICA S.A. - não conseguiu comprovar que as remunerações dos funcionários considerados na proposta fossem compatíveis com a qualificação profissional exigida e a experiência necessária estabelecida no edital.

Consulte aqui os pareceres completos que justificam as desclassificações das empresas que apresentaram documentação:

- Globalweb
- Spassu
- Montreal

É normal tantas empresas serem desclassificadas?

Nesses contratos de alocação de mão de obra, usualmente as empresas participam e apresentam o preço muito baixo para ganhar a primeira fase de lances. Quando é feita a verificação da exequibilidade, por meio da documentação, qualificação técnica e demais requisitos, muitas delas não conseguem comprovar. Há casos em que o número de empresas desclassificadas é ainda maior.  

Destaca-se que o BNDES deve fazer uma análise rigorosa dos valores apresentados, pois esse tipo de contrato gera responsabilidade subsidiária do banco, caso a contratada não cumpra as obrigações trabalhistas.

Qualquer empresa pode se candidatar a uma licitação do BNDES, não tem que ter alguma qualificação mínima?

Qualquer empresa cadastrada no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) participa dos pregões eletrônicos. O BNDES realiza seus pregões através do portal Comprasnet, o portal de realização de processos eletrônicos de aquisições e disponibilização de informações referentes às licitações e contratações promovidas pelo governo federal. A verificação dos requisitos de habilitação, qualificação e proposta só é feita após a fase de lances.

Essa dinâmica é realizada para que o processo seja mais célere, pois a segunda fase somente precisa ser executada junto à empresa vencedora, e não com todas as empresas que apresentaram os lances na primeira fase. Como exemplo, neste caso, ao invés de examinar quatro propostas, o BNDES teria de avaliar quinze.